segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Porque devemos conhecer as realidades da nova criação (Petros Paiva)


Realidades de uma nova criação
A palavra de Deus nos mostra em CL 1.13 que aqueles que receberam Jesus como senhor e salvador de suas vidas foram resgatados de volta para o reino de Deus e feitos nova criação em cristo Jesus, até aí tudo bem, a maioria das igrejas concordam com isso, mas em parte, elas desconhecem a realidade desse novo reino, seus princípios e privilégios.
Outrora estávamos num lugar totalmente oposto ao reino de Deus, estávamos sobre o domínio do reino do diabo, nossa mente estava adaptada a realidade do reino do diabo e por isso mesmo ao nascermos de novo precisamos fazer uma reciclagem, substituindo os pensamentos do diabo pelos pensamentos de Deus.
RM 12.2
Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus

Esta matéria tem como objetivo implantar em nossas mentes a nova realidade do reino de Deus e fortalecer em nós a consciência da nova criação, mas para conhecer as realidades da nova criação, primeiro teremos que entender algumas verdades sobre a primeira criação.
A primeira criação

Ao criar o mundo e tudo que nele há, Deus tinha um propósito especial, propósito este de estender seu reino até a terra. Ao criar todas as coisas Deus viu a necessidade de também criar alguém com capacidade para governar sobre elas, então Deus criou o homem a sua imagem e semelhança.
GN 01.26
Então disse Deus: "Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais grandes de toda a terra e sobre todos os pequenos animais que se movem rente ao chão".
Deus fez o homem com características distintas dos outros seres vivos; além da capacidade de liderar e tomar decisões por vontade própria, ele constituiu o homem sendo espírito, tendo uma alma e habitando em um corpo. Isso faz com que o homem tenha acesso a três dimensões diferentes: dimensão espiritual, física e intelectual.
(HB 04.12, PV 20.07, 1PE 03.04, 2CO 04.16,)


Dimensão espiritual
A dimensão espiritual é o lugar onde Deus está, é nela onde está o reino de Deus, a porta de entrada para ela é o nosso espírito, é nela onde podemos nos comunicar e nos relacionar com Deus.
João 04.24
“Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade”.
Dimensão física
A dimensão física é o mundo que vemos em nossa volta, nosso corpo é a porta de entrada para esta dimensão, nela podemos ser identificados e nos identificar com outros indivíduos através daquilo que aparentamos exteriormente.
AT 21.39
Paulo respondeu: "Sou judeu, cidadão de Tarso, cidade importante da Cilícia. Permite-me falar ao povo"
Dimensão intelectual
A dimensão do intelecto é representada pelos nossos pensamentos, emoções, desejos, etc. a porta de entrada para ela é a nossa alma, e nela podemos criar a interpretação do mundo em nossa volta.
SM 42.11
Por que você está assim tão triste, ó minha alma? Por que está assim tão perturbada dentro de mim? Ponha a sua esperança em Deus! Pois ainda o louvarei; ele é o meu Salvador e o meu Deus.
Morte espiritual

Conforme já vimos no parágrafo anterior, o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus: assim como Deus é espírito, ele fez o homem um ser espiritual com o objetivo de que houvesse comunhão entre ele e a sua criação.
Quando o homem desobedeceu à ordem de Deus, e tomou o fruto das mãos de sua mulher para comer, houve a morte espiritual, o pecado subiu ao seu coração (espírito), então Deus não pode mais ter comunhão com ele, porque Deus não comunga com o pecado.
IS 59.02
Mas as suas maldades separaram vocês do seu Deus; os seus pecados esconderam de vocês o rosto dele, e por isso ele não os ouvirá.
As conseqüências da morte espiritual
No plano original de Deus não havia nenhum desejo da parte dele que o homem perdesse a sua comunhão. Comunhão era e sempre será a vontade de Deus para o homem, mas como conseqüência de sua desobediência o homem não só perdeu a comunhão com o criador como também perdeu a sua posição de domínio, passando a ser escravo do diabo por intermédio do pecado a governar sua carne.
RM 01.24
Por isso Deus os entregou à impureza sexual, segundo os desejos pecaminosos dos seus corações, para a degradação dos seus corpos entre si.
A morte física
Deus criou o homem e o colocou no jardim do éden, dando a ele o direito de desfrutar de tudo que havia naquele jardim, excerto da arvore do conhecimento do bem e do mal, porque Deus sabia que se o homem comesse daquela arvore certamente morreria.
GN 02.17
Mas não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente você morrerá".
Até então, o homem não conhecia a morte, pois ela não fazia parte do plano original de Deus para ele, mais ao pecar, automaticamente o pecado abriu a porta para dois tipos de morte: a morte espiritual (a qual já falamos) e também a morte física.
Este segundo tipo de morte (morte física) passou a existir como conseqüência da morte espiritual e juntamente com ela o homem passou a conhecer a dor e o sofrimento.
GN 03.
16 À mulher, ele declarou: "Multiplicarei grandemente o seu sofrimento na gravidez; com sofrimento você dará à luz filhos. Seu desejo será para o seu marido, e ele a dominará".
17 E ao homem declarou: "Visto que você deu ouvidos à sua mulher e comeu do fruto da árvore da qual eu lhe ordenara que não comesse maldita é a terra por sua causa; com sofrimento você se alimentará dela todos os dias da sua vida.
18 Ela lhe dará espinhos e ervas daninhas, e você terá que alimentar-se das plantas do campo.
19 Com o suor do seu rosto você comerá o seu pão, até que volte à terra, visto que dela foi tirado; porque você é pó e ao pó voltará".



A antiga aliança (tentando religar o homem a Deus)
Muito tempo já se passou desde o pecado de adão, e a cada dia que se passa o homem se torna mais distante de sua condição original de imagem e semelhança de Deus. (1PE 03.20, GN 11)
A verdade é que após o pecado de adão a natureza espiritual do homem ficou como que cauterizada, ou seja, o homem continuava tendo um espírito, porem morto para Deus e impotente contra o pecado.
Na antiga aliança foram estabelecidos rituais e sacrifícios para expiação de pecados, uma vez por ano o sacerdote se apresentava diante do senhor para oferecer um cordeiro em holocausto pelos pecados de Israel, este cordeiro devia ser perfeito e sem nenhum defeito, seu sangue deveria ser aspergido sobre o altar diante da arca do senhor, então um fogo vinha da parte de Deus e consumia o sacrifício em sinal de que Deus havia aceitado aquela oferta.
O sangue daqueles animais cobria temporariamente os pecados daquele povo, mais logo que eles voltassem a pecar, seria necessário um novo sacrifício para cobrir novamente os seus pecados.
 Por isso mesmo, Deus estabeleceu sacerdotes para estarem continuamente diante do altar oferecendo sacrifício pelos pecados do povo.
A antiga aliança e seus sacrifícios de animais eram apenas um método provisório, a lei estabelecida por Moisés apontava o pecado das pessoas, mas nunca pôde trazer solução definitiva para elas, isso por que não podia mudar a condição espiritual delas: elas estavam mortas espiritualmente e separadas de Deus.
GL 03.10
Já os que são pela prática da lei estão debaixo de maldição, pois está escrito: "Maldito todo aquele que não persiste em praticar todas as coisas escritas no livro da Lei"

A novo testamento do sangue de Jesus nos trouxe de volta a Deus
HB 09.11-14
Quando Cristo veio como sumo sacerdote dos benefícios agora presentes, ele adentrou o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito pelo homem, isto é, não pertencente a esta criação.
Não por meio de sangue de bodes e novilhos, mas pelo seu próprio sangue, ele entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, e obteve eterna redenção.
Ora, se o sangue de bodes e touros e as cinzas de uma novilha espalhadas sobre os que estão cerimonialmente impuros os santificam de forma que se tornam exteriormente puros,
Quanto mais, então, o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu de forma imaculada a Deus, purificará a nossa consciência de atos que levam à morte, de modo que sirvamos ao Deus vivo!

Tudo que vimos na antiga aliança: os rituais para expiação de pecados, o tabernáculo, a arca da aliança, etc. tudo isso não passou da sombra de uma verdade muito maior, a qual Deus revelou a todos nós, enviando o seu filho Jesus em forma humana para não só nos revelar a verdade acerca de Deus, como também, ele próprio era o mistério de Deus sendo desvendado diante dos nossos olhos.
O sacrifício eficaz de Jesus
Quando Jesus assumiu a sua forma humana ele não veio apenas nos revelar o mistério acerca do plano de Deus para a humanidade, ele mesmo era a peça fundamental do plano de Deus para a humanidade, ele mesmo se ofereceu como sacrifício definitivo e eficaz pelos nossos pecados.
2 CO 05.21
Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus.
Conclusão
Hoje, mediante ao sacrifício de Jesus temos não somente o perdão dos nossos pecados, mas também temos nele uma condição para reinar sobre o pecado e tudo aquilo que ele causou na história da humanidade. Recebemos dele o seu próprio Espírito, sua vida e natureza hoje faz parte de nós, nele não estamos mais impotentes contra o pecado e por isso podemos reinar em vida. 

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